Financiamento compensa para quem quer ficar com o carro por muitos anos e aceita carregar juros, depreciação e todos os custos por conta própria. Assinatura compensa para quem troca com frequência e quer custo fechado. A diferença real não está na parcela, está no que existe em volta dela.
O que cada um é
O financiamento é um crédito para aquisição. Você dá uma entrada, paga parcelas com juros sobre o saldo devedor e, ao quitar, o carro é seu. Seguro, IPVA, manutenção, revenda e depreciação são problemas seus, do primeiro ao último dia.
A assinatura é um contrato de uso. Você escolhe um carro zero km, define prazo de 12 a 36 meses e uma franquia de quilometragem, e paga uma mensalidade única que já inclui seguro, IPVA, manutenção, carro reserva e concierge. No fim, devolve o veículo e assina outro, sem revenda e sem depreciação. E por ser um contrato de serviço com mensalidade, não um crédito de aquisição, a assinatura não vira dívida com saldo devedor no seu nome.
Lado a lado
| Critério | Financiamento | Assinatura |
|---|---|---|
| Entrada | Em geral 20% a 30% do valor do carro | Sem entrada obrigatória |
| Juros | Sim, sobre o saldo devedor | Não há, é uma mensalidade de serviço |
| O que a parcela cobre | Só a aquisição do carro | Carro, seguro, IPVA, manutenção, reserva e concierge |
| Seguro e IPVA | Pagos por fora, todo ano | Inclusos na mensalidade |
| Manutenção | Por sua conta | Inclusa, em concessionária autorizada |
| Depreciação | Sua, cobrada de uma vez na revenda | Da locadora |
| Fim do contrato | O carro é seu, revenda por sua conta | Devolve e assina outro zero km |
| Para empresa | Vira ativo imobilizado | Despesa dedutível no Lucro Real |
Onde o financiamento ganha
No horizonte longo. Quem fica oito ou dez anos com o mesmo carro dilui a depreciação no tempo e termina com um bem quitado. Quem roda bem acima da média de mercado também tende a pagar menos sendo dono. Fora esses dois casos, o ciclo curto favorece a assinatura, como detalhado em Para quem a assinatura faz sentido.
Onde a assinatura ganha
No ciclo curto e no custo fechado. Quem troca de carro a cada dois ou três anos paga, no financiamento, exatamente o período de depreciação mais violenta, e ainda soma juros, seguro, IPVA e manutenção por fora. Na assinatura, esse pacote inteiro vira um número único e previsível, o capital fica livre para render e, no caso de empresa no Lucro Real, a mensalidade ainda reduz imposto, como detalhado na página de empresas.
A conta que decide
Para comparar de verdade, monte o custo total dos dois lados. No financiamento, some a entrada, os juros do contrato, o seguro anual, o IPVA, a manutenção e a depreciação estimada do período, que num premium é o maior item da lista, como mostramos em Quanto um carro premium perde de valor por mês. Divida pelo número de meses e compare com a mensalidade da assinatura. A calculadora faz essa conta com os seus números.
